O quê

Final da Taça de Portugal

Período

19 de junho de 1998

Onde

Estádio Nacional do Jamor

 

A final da Taça de Portugal, frente ao Beira-Mar, pôs um clube de uma pequena vila alentejana no maior palco do futebol português – o Estádio Nacional do Jamor – perante 25 mil espectadores. Para lá chegar, o Campomaiorense eliminou o Alverca (3-0); o Marítimo, numa eliminatória dramática, resolvida apenas nos penáltis, após dois empates (0-0 e 2-2); e, finalmente, o Esposende, com uma vitória clara por 2-0 fora de casa. Campo Maior preparava-se para viver um momento inédito – mais um, a somar o título de campeão na 2.ª Divisão B (1992) à subida à 1.ª Divisão (1995) e à vitória no campeonato da 2.ª Divisão de Honra (1997).

O Jamor, nessa tarde quente de junho, estava pintado com as cores do Alentejo. “Convocámos toda uma região para preencher todos os metros quadrados da mata do Jamor, primeiro, e do estádio, depois. Foi mesmo a festa da Taça”, recorda o presidente do clube, João Manuel Nabeiro.

Dentro de campo, o treinador José Pereira alinhou com uma equipa que juntava portugueses e estrangeiros: Quim Machado, Marco Almeida, Rogério Matias e Basílio Marques, ao lado dos brasileiros Mauro Soares, Laélson, Demétrios e Isaías, mais o montenegrino Dragoslav Poleksic à baliza.

Sonharam durante 70 minutos, até que Ricardo Sousa apontou o golo que decidiu a final. Foi o Beira-Mar, já despromovido à 2.ª Divisão, a erguer a taça. O Campomaiorense não ganhou, mas levou para casa uma memória que nunca mais se apagaria. “As pessoas queriam era ir ao Jamor e conviver juntas. Fomos felizes durante a festa, pena o resultado”, disse o presidente. E lá está, ainda hoje, emoldurado na sala de troféus do clube, o diploma de participação na Final da Taça de Portugal da época 1998/99. No fim, Campo Maior perdeu a Taça, mas ganhou uma página na história do futebol português.