O quê
Chapéu de sol
Quando
Desde a década de 1970
Onde está
Em praias e esplanadas de norte a sul
Dois mistérios pairavam em torno deste chapéu de sol amarelo e branco da marca Delta Cafés, que estava há muitos anos guardado num armazém do Grupo Nabeiro, em Campo Maior. Eis o primeiro: em que momento, nos mais de 60 anos de vida do grupo empresarial fundado por Rui Nabeiro, é que a Delta Cafés começou a oferecer guarda-sóis? Daqui passamos para o segundo: e por que motivo deixou isso de acontecer?
Para nos ajudar a desvendar o mistério, pedimos ajuda a Juca Gil, coordenadora do armazém, que trabalha no merchandising do Grupo Nabeiro há 24 anos. Quando entrou, em 1986, integrou o departamento comercial, e lembra-se perfeitamente: “Os chapéus eram oferecidos aos clientes [do canal horeca, ou seja: hotéis, restaurantes e cafés]. Por cada 10 kg de café, levavam um guarda-sol para a esplanada.”
Até meados da década de 2000, os chapéus de sol para esplanada eram indistinguíveis dos de praia, o que levou a que muitos acabassem a dar sombra nos areais deste país. “Só a partir de 2005 ou 2006 é que apareceram os grandes chapéus de esplanada de 3 metros por 3 metros”, conta. E esses, vemo-los ainda hoje a cumprir a sua função, protegendo do sol mesas e cadeiras, em representação das marcas do grupo: Delta Cafés, Cafés Camelo, Belíssimo, Ruby ou Barco (em Espanha). Todos são produzidos dentro de portas, até há pouco tempo pela Toldiconfex, e agora pela Tecnidelta – ambas empresas do Grupo Nabeiro.
Chegados aqui, os mistérios deixam de o ser. Recapitulando: os chapéus de sol apareceram – e mantêm-se, não desapareceram – como incentivo comercial para clientes do canal horeca. “Talvez isto tenha começado há 50 anos”, estima Juca Gil, que se lembra de ouvir Rui Nabeiro dizer que tinham sido pioneiros na oferta de guarda-sóis – na altura, maneirinhos o suficiente para se levarem para a praia.



